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Nasceu o Maravilhoso Conselheiro!

Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. ” (Isaías 9.6) Durante o tempo de Natal, esse talvez seja um dos versos bíblicos mais citados nas igrejas e em cartões de presentes. E com razão. O Natal é a celebração da encarnação do Filho de Deus. Ele se fez carne a habitou entre os homens—o Criador adentrou sua própria criação. Deus, o todo-poderoso, de força imensurável, caminhou em nosso meio. Deus, o Eterno, nasceu, cresceu e morreu, e ressuscitou! Deus, de quem procede toda a paz, a qual excede a nossa compreensão, veio pessoalmente nos oferecê-la. Apesar do texto de Isaías conectar o nome de Cristo com sua força e poder, com sua eternidade e com a paz que dele flui, gostaria de destacar aqui o fato de Cristo ser anunciado como o “Maravilhoso Conselheiro”. Se temos, como conselheiros, um modelo a seguir, esse modelo é Cristo. E não só como conselheiros, mas como cristãos. Mas nesse texto, quero ressaltar algumas das lições de aconselhamento que podemos aprender com o Maravilhoso Conselheiro.

1. O Maravilhoso Conselheiro se importou com o sofredor Sendo o Maravilhoso Conselheiro, Cristo sofreu com o sofredor. Ele experimentou o sofrimento e as lutas do homem. Ele se compadece de nós. “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hebreus 4.15). Cristo mostrou que Deus não abandonou sua criação, deixando-a só, em dor. Deus demonstrou que ele se importa e se compadece do homem em suas lutas e dores da vida. O próprio Jesus as lutou e as suportou. E tudo, sem pecado, a fim de representar os escolhidos de modo perfeito! Como conselheiros, devemos chorar com os que choram, sofrer a dor do nosso próximo. Devemos nos importar com as lutas dos nossos aconselhados, nos compadecer deles.

2. O Maravilhoso Conselheiro trouxe graça ao pecador Jesus comeu com pecadores. Ele frequentou a casa de pecadores. Ele andou com pecadores. Tudo isso por que ele veio salvar pecadores. Nisso se viu a sua graça, não somente que ele conviveu com pecadores, mas no fato de sua presença gerar transformação de vida. O cobrador de impostos passou a restituir o que havia tomado impropriamente e a ser generoso. A prostituta passou a viver uma vida de pureza. Pescadores comuns passaram a ser pescadores de homens, a ponto de darem suas vidas por essa missão. Mas o passo inicial da graça foi quando ele se fez presente em meio a pecadores. Como conselheiros, devemos andar lado-a-lado com pecadores, apontando sempre para a graça que transforma, a mesma que tem nos transformado, afinal, como diz Paul Tripp, conselheiros são “pessoas que precisam ser transformadas ajudando pessoas que precisam de transformação”. “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4.16).

3. O Maravilhoso Conselheiro apresentou a revelação do Pai Cristo veio para que pudéssemos conhecer o Pai. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1.14). “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou” (João 1.18). Ele é o resplendor da glória e a expressão exata de Deus Pai (Hebreus 1.3). Como conselheiros, devemos apresentar a glória do Pai aos nossos aconselhados. E essa glória somente é vista e conhecida por meio de Cristo Jesus. A adoração somente será uma realidade na vida cotidiana dos aconselhados, e nas nossas também, quando virem as muitas belezas da santidade de Deus e por elas se encantarem.

4. O Maravilhoso Conselheiro falou sempre a Verdade Os profetas do Antigo Testamento diziam: “Assim diz o Senhor”. Jesus, por sua vez, dizia: “Em verdade, em verdade vos digo”. Como disse Pedro, somente Cristo tem “as palavras da vida eterna” (João 6.68). Ele demonstrou a autoridade da sua própria palavra ao cumprir suas profecias (João 2.19–22, por exemplo) e ao demonstrar o poder do seu comando em muitos milagres (João 11.43–44, por exemplo). Como conselheiros, não temos autoridade ou poder em nossas próprias palavras. Porém, como mensageiros de Cristo, somos mordomos das palavras dele. A mensagem que levamos não é nossa. Ela provém de Deus e nos foi dada por meio de Cristo. E por isso essa mensagem tem autoridade e poder para transformar (2 Timóteo 3.16). Afinal, essa foi a missão que Cristo deu a seus discípulos pouco antes de sua ascensão: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28.18–20).

5. O Maravilhoso Conselheiro intercedeu pelos seus João 17 registra a oração de Jesus em favor dos santos. Ele intercede pelos seus, dizendo: “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus... Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós... Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal... Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (João 17.9–17). Jesus intercedeu pelo seu povo—por unidade, proteção e santidade na verdade. Como conselheiros, devemos orar por nossos aconselhados, pedindo ao nosso Pai Celeste por unidade na igreja, proteção nas lutas dessa vida, e santidade na verdade.

6. O Maravilhoso Conselheiro amou sacrificialmente Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5.25). Jesus não poupou sua própria vida, mas derramou seu sangue por amor. “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros” (1 João 4.9–11). Como conselheiros, devemos amar nossos aconselhados, mesmo quando isso implicar no sacrifício do nosso conforto, do nosso tempo, das nossas preferências, das nossas vidas (cf. 1 Tessalonicenses 2.8).

7. O Maravilhoso Conselheiro deu esperança de uma vida em abundância Cristo lembrava seus discípulos da realidade do seu reino futuro. Como isso, ele dava esperança a seus seguidores, apontando-os para o fato de que os sofrimentos da vida neste mundo são passageiros. “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (João 14.1–3). Como conselheiros, devemos sempre dar esperança aos nossos aconselhados. Essa esperança deve ser baseada nas promessas da Palavra de Deus, tanto para uma vida plena neste mundo, pelo poder do Espírito Santo, mesmo em meio a lutas e sofrimentos, quanto para a vida eterna com Deus que nos aguarda. Afinal, para o cristão, o viver é Cristo e o morrer é lucro (Filipenses 1.21).

Ainda hoje, o Maravilhoso Conselheiro Certamente as lições apresentadas aqui não exaurem o tema. Porém, mais importante do que tentar cumprir a tarefa impossível de exaurir qualquer tema a respeito de Cristo, é reconhecer que Ele é, ainda hoje, o Maravilhoso Conselheiro. Ele continua a se importar com o sofredor. Ele continua a trazer graça ao pecador. Ele continua a nos revelar o Pai. Ele continua a nos instruir na verdade. Ele continua a interceder pelos seus. Ele continua a amá-los e o seu sacrifício para sempre servirá para a remissão dos pecados daqueles que depositam nele a sua fé, concedendo-lhes vida eterna. E é essa vida abundante com Deus que celebramos no Natal—porque o Maravilhoso Conselheiro veio até nós, podemos ter a certeza de que estaremos para sempre com ele.

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